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Quatro desafios para Cooperativa Educacionais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O cooperativismo educacional começou no Brasil em 1948 com o surgimento da primeira cooperativa educacional em Belo horizonte. Entretanto este ramo só foi reconhecido pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) anos depois.

 

Este modelo de escola surgiu devido a necessidade de suprir a deficiência que o Estado apresentava no ensino público em relação a qualidade de ensino e salário de professores, além de buscar ser uma alternativa à altas taxas cobradas por escolas particulares. Caracteriza-se, basicamente, por dois tipos de empreendimentos: aqueles constituídos por pais e alunos para o consumo do serviço de ensino e aprendizagem e o de professores para oferta deste mesmo serviço. 

 

 

Em recentes trabalhos que realizei com cooperativas escolares pude notar que cooperativas que ainda estão em processo de formação e cooperativas consolidadas e com experiência no mercado passam por desafios semelhantes. Então decidi listar os quatro principais desafios que, em minha visão, qualquer grupo de empreendedores que desejarem entrar neste ramo do cooperativismo terão de superar.

 

  • Atender a premissa do cooperativismo educacional – O cooperativismo educacional surgiu com o intuito de oferecer um ensino de qualidade a baixo custo. Isto se transforma num dilema para as organizações, pois pressupõe-se que um ensino de qualidade requer bons professores, boa estrutura física e bons equipamentos para realização de melhores aulas. As cooperativas devem tomar cuidado com este dilema, estudar o mercado que deseja entrar e traçar estratégias corretas ajudam para que a cooperativa consiga ser competitiva.               

 

  • O perfil do empreendimento cooperativo – Como citado anteriormente, as cooperativas educacionais podem ser formadas por professores que queiram ofertar um serviço ou de pais e alunos demandando ensino. Dessa forma é necessário sempre estar atento ao modelo de cooperativa que se pretende formar, a fim de evitar problemas com questões trabalhistas com os profissionais da educação.

 

Outro ponto relevante é a dualidade de papeis que as pessoas assumem dentro da cooperativa. Os estudantes/pais e os professores precisam entender que além usuários e fornecedores de serviço, no papel de cooperado eles também são responsáveis pelo empreendimento e precisam zelar pelo seu patrimônio.Neste caso, para a criação dessa consciência, talvez seja necessário investimento em cursos para formação de cooperados.

 

  • Concorrência – De acordo com Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o censo escolar de 2014 constatou que no brasil existem 189.818 escolas de ensino básico – 150.033 públicas e 39.785 particulares (número em que se encaixam as cooperativas educacionais). Se fizermos uma conta rápida e dividir o número de escolas pelo número de municípios brasileiros chegaremos a aproximadamente 34 escolas por município. Logicamente a conta é apenas hipotética, mas pode ser usada para mostrar que o grupo empreendedor precisa conhecer o mercado onde pretendem entrar.

 

  • Custo de Oportunidade – Geralmente em tempos de crise como os que vivemos hoje, muitos pais não possuem condições ou não priorizam outras necessidades básicas, já que a educação pode ser encontrada em colégios públicos. Esse desafio se torna ainda mais expressivo se fizermos um recorte para escolas de idiomas. Aprender um novo idioma tem se tornado cada vez mais importante no mercado de trabalho, porém ainda não podemos dizer com certeza que é um gasto essencial.  

 

Este é um pequeno recorte, baseado em minha experiência com cooperativas educacionais, dos desafios encontrados por estes empreendimentos. Estudos de viabilidade técnica e econômica são sempre recomendados para pessoas que pretendem investir em um novo negócio e ,no caso das cooperativas educacionais, não é diferente. Conhecendo o mercado onde se pretende atuar, é possível diminuir o impacto dos desafios. 

 

 

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