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Economia Colaborativa e as Organizações Cooperativas

 

 

    A economia colaborativa, termo que começou a ser utilizado depois de 1940 e vem ganhando força a partir da década de 1960, em todo o mundo, principalmente com o crescimento da internet. A economia colaborativa compreende um sistema de trocas de bens e serviços entre pessoas. Este sistema está impactando a vida econômica, o mercado está dando espaço às redes, a posse torna-se menos importante que o acesso, e o sonho de enriquecimento está dando lugar a qualidade de vida sustentável (Rifkin, 2016).

   

    O sistema colaborativo tem nas organizações cooperativas um grande apoio enquanto estrutura organizacional de funcionamento da colaboração. Nestas organizações, diversos cooperados/sócios fazem parte de um empreendimento – cooperativa – através do qual compartilham produtos e serviços viabilizando os processos produtivos e a geração de renda para estes cooperados.
   

    Por outro lado, existem textos que apontam para o fim do mix de marketing a partir da economia colaborativa. Porém, acreditamos que isso não é verdade, pois o marketing é uma das prerrogativas da colaboração. Divulgar, promover, gerar valor, estabelecer preço, são ainda, fatores inerente aos processos de troca ou colaboração, intrínsecos no mundo real/atual.

 

O próprio Rifkin (2016) afirma no seu livro que esta nova forma de organizar o comércio, por mais que seja considerada inovadora, não ameaçam as premissas gerais as quais o capitalismo está baseado. Por sua vez, o autor ressalta que o futuro colaborativo deve expandir a participação e a criatividade humana, o que irá impactar o capitalismo de mercado transformando este em um processo humanizado e eficiente.

 

    Dois importantes exemplos da economia colaborativa são o UBER, sistema que prevê o compartilhamento de veículos para o transporte de passageiros que funciona via aplicativo instalado nos smartphones. O grande problema gerado a partir do advento do UBER foi a destruição do valor da placa do taxi. Estas placas chegam a valer R$ 200.000,00 reais em algumas cidades. Com funcionamento do UBER, qualquer pessoa, dentro de características mínimas, pode levar passageiros de um ponto a outro, o que faz com que obrigatoriedade de ter uma placa de taxi “desapareça”. Neste sentido, o valor da placa tende a zero.

 

   O segundo exemplo, menos polêmico, são as chamadas residências estudantis, casas compartilhadas por estudantes para reduzir despesas e viabilizar a vida dos estudantes durante o curso universitário realizado fora da sua residência familiar. Nestas residências são compartilhadas as despesas referentes a uma casa, bem como os utensílios inerentes a uma casa. Além de ser uma forma de economia compartilhada as conhecidas “repúblicas” também são uma importante escola na qual seus residentes aprendem a compartilhar, conviver, tolerar e buscar soluções criativas às mais diversas dificuldades da vida cotidiana.

 

    Recomendo a todos os potenciais universitários que, sempre que tiverem a oportunidade, vivam em uma república, divirtam-se a aprendam com esta experiência, pois a tendência é que a economia colaborativa se torne cada vez mais evidente a medida que as novas gerações e a tecnologia siga evoluindo!
 

 

Rifkin, Jeremy. Sociedade com Custo Marginal Zero – A internet das coisas, os bens comuns colaborativos e o eclipse do capitalismo. São Paulo: M Books, 2016.

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